Para mostrar que essa vida de estudante último anista não é só sofrimento esse blog inagura uma nova seção: “Causos do tcc. Histórias inusitadas e engraçadas são bem vindas. Afinal, a vida não é só desgraça.
Era assim que estava combinado, mas não foi assim que aconteceu. No mesmo dia de manhã, uma ponte de resina que eu (Sarah) tenho em um dente quebrou, e tive que ir ao dentista ainda na sexta–feira. O contra-tempo atrasou a saída em pelo menos uma hora. Esse tempo extra, somado com uma inesperada fila na balsa (realmente gigante, por acaso) fez com que chegássemos em Ilhabela às 2h. Conforme o combinado e o tempo necessário para a travessia, acordamos no sábado às 5h da matina, depois de ter dormido em média 3h. Ainda assim estávamos com energia. Lá encontramos o Beto, marinheiro que nos acompanhou na travessia e o Toni, um amigo da família que nos acompanhou. Depois de embarcados a primeira parada foi em um lugar que costuma impressionar os marinheiros de primeira viajem: um posto de combustível no meio do mar. E detalhe: combustível BR. Nota da marinheira de primeira viagem (Ayla): Bizarro parar para abastecer no meio do mar! Como a travessia era longa (mais ou menos 3 horas) e ninguém pode prever as condições de vento, tivemos que abastecer um galão de combustível extra. A partir daí a viajem decorreu tranqüila até a ilha. Tranqüila para quem anda de barco todo fim de semana!!!!!! Duas semanas antes de irmos, a Sarah levou a Desirée para um passei calmo, que quase matou a menina. (pergunte para ela!) Pois é, elas passaram o maior perrengue no mar. Chuva, motor quebrado, vela rasgada. Tudo isso eu já sabia que podia acontecer e, duas noites antes, não dormi muito bem, sabe. Logo, não estava nada tranqüilo, Sarinha. Só pra você! Rs…Para quebrar a monotonia, o estômago da Ayla programou um pequeno estranhamento ao balanço do mar, que logo foi corrigido com um remedinho. Eu, como uma fiel e prestativa amiga, estava dormindo na hora que isso aconteceu. A filha da…#$@& da Sarah foi nanar! Eu estava lá curtindo o visu e eis que, de repente, não mais que de repente, minha janta quase veio à tona. Ainda bem que a mãe da Sarah estava perto. ELA me deu um remédio muito louco, eu tive que deitar e fiquei assim um tempo para melhorar. Outro momento que merece destaque foi o Toni na roda de leme atropelando um cardume de sardinhas que nadavam na superfície. Eu não percebi nada disso. Estava preocupada em manter o olhar fixo no alto da montanha para não vomitar! Chegando na ilha…. Calma Sarah! E o momento de introspecção? Meu, o barco ia chegando perto e eu e a Sarah ficamos paradas do lado de fora, sentadas com perninhas de índio olhando aquela montanha verde. As pessoas iam saindo das casas que ficam em cima das pedras. Uns apontavam, outros só olhavam e eu tive a sensação de que não seríamos bem recebidos! Aquilo tudo parecia irreal. Meio King Kong sabe?!foi difícil ancorar o barco, porque o solo é de calcário e a e a âncora dificilmente prende nessa situação. Eu também não reparei nisso, estava muito extática nesse momento! Sorte que o Beto conhecia um pessoal e conseguimos uma poita para prender o barco. Um cara gritou de lá da ilha “Beto, pega a minha poita!” E eu: “o que é poita?” “É uma bóia, Ayla!” Aí veio o segundo momento: o medo de desembarcar com os equipamentos da PUC. A Ayla já tinha previsto na brincadeira: ‘se cair na água a gente faz um B.O’. Calma aí…não precisa dizer isso! Eu me precavi! Levamos um mega pote de mantimento para colocar o gravador dentro e assim, dentro na mochila!

Mestre canoeiro Queríamos muito achar um mestre canoeiro, que é uma figura muito tradicional nas comunidades caiçaras. Na verdade eu estava obcecada com essa idéia. Achamos, mas era gago. Mas era legal! E pra piorar ficou nervoso quando viu o microfone e ficou duas vezes mais gago. (Detalhe que nosso TCC é em rádio). Detalhe que o gravador é imenso! Entrevistamos o seu Aristides, o canoeiro, enquanto ele arrumava uma canoa, na beira do mar! Surreal!!!!!! Infelizmente tivemos pouco tempo na Ilha e não pudemos fazer tudo o que queríamos. Quando nos empolgamos tava na hora de ir! A travessia de volta foi muito tranqüila e com vento bom, ai deu pra navegar sem o barulho chato do motor. Balança mais na vela, mas eu não passei mal!!!!!!Uhuu! Depois de voltarmos para casa, uma lapso de juventude, eu e a Ayla ainda resolvemos ir para a balada: tentativa totalmente frustrada. Eu dormi no carro! Chegando na porta o sono falou mais alto e voltamos para casa. Detalhe: no domingo, saímos às cinco da tarde de Ilhabela e chegamos em casa à meia-noite! Deu até para marcar entrevista enquanto estávamos na fila da balsa (3 horas!)
Ouça também as duas falando sobre a ilha numa entrevista que foi ao ar pela radio 9 de Julho.Abraços.