Falhei miseravelmente em manter esse blog ativo até o fim de 2008. O trabalho e os atrasos no meu próprio tcc contribuiram para isso. Acho que que é o fim.
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O fim
Dezembro 12, 2008Expectativas
Setembro 3, 2008
Havia prometido um segundo post sobre o meu projeto mas fui impedido por forças maiores. Semana passada recebemos (eu e minha parceira de tcc) um convite para apresentarmos nosso projeto numa aula da Pós da PUC. Bem legal, mas grande responsa, afinal vamos tentar explicar nosso trabalho para um público (alunos e professoras) que nem sabemos direito quem são.
Isso começou com um e-mail que recebi da orientadora do TCC (Rachel Balssabore) informando que uma professora que dá a matéria Campo e Cidade na Mídia, da Especialização em Jornalismo Social do COGEAE, se interessou pela por nossa pesquisa.
Algumas trocas de e-mails depois somos convidados para apresentar em 05/09 nosso projeto. Nossa intenção será trocar algumas experiências e reflexõs sobre o tema (cidade e mídia) que possam ser incorporados no projeto final. Espero que tudo de certo. Semana que vem eu coloco aqui como foi.
NEWS – Vou dar um adiantada nos próximos posts: conversei com o pessoal do estúdio de rádio a respeito dos trabalhos e isso vai virar um post futuro. Por falar nisso, naquele espaço que os projetos de rádio tem na CBN (90,5 no dial) no sábado dia 06/09 às 10h tem o programa da Mariana. Como aconteceu com o Fábio vou tentar descolar o áudio para postar aqu também. Várias datas já estão fechadas, isso vale um calendário para quem não quiser perder as mesas (a minha é dia 24/11).
PS: a seção de Vagas, cursos e afins está (finalmente) atualizada)
Abs
Esse é seu jornal, será o meu também? Parte I
Agosto 19, 2008Sim, depois de muito tempo um post novo. Desculpa a todos que tiveram visitaram este espaço na minha ausência. Esse vai ser o primeiro texto sobre o tcc deste que vos escreve, vamos lá.
No pequeno post anterior eu havia perguntado se você é o leitor que a Folha de S. Paulo ou o Estadão gostariam de ter. Pergunto isso porque meu tcc ( e da Elisângela também) está trilhando um caminho próprio. Explico. Queríamos verificar a influência da origem sócio-econômica do jornalista na cobertura da cidade de São Paulo (ufa, puta títuto gigante). Porém, depois de uma conversa com o Sérgio Gomes da Oboré, focamos mais nos processos de produção da notícia. Isso não que dizer que perdemos o foco, só selecionamos melhor o alvo.
Pra começar produzimos uma tabela mostruosa no excel para nos fornecer dados estatísticos sobre os dois jornais, mais especificamente sobre o caderno Cotidiano da Folha e Metrópole do Estadão. Selecionamos os meses entre julho e dezembro de 2007 e colocamos a mão na massa. O resultado foi um mostrinho com cerca de três mil linhas (cada uma representa uma matéria ou box de uma matéria) e cada linnha tem até dez campos descritivos. Coisas como o data nome do(s) jornalista(s), assunto, bairro citado etc resultaram e em pelo menos 20 mil células de planilha preenchidas. Isso vai, quando estiver totalmente pronta, (falta pouco!) vai ser possível fazer uma comparação da cobertura dos dois jornais e de suas opções de pauta entre outras coisas.
Agora (e bem atrasados por sinal) começamos as entrevistas que também farão parte do projeto. Falamos com o editor do cadernos Cotidiano da Folha ( Rogério Gentille ) e Metrópole do Estado ( Sérgio Pompeu no período que analisamos ). Selecionamos, com a ajuda da tabela, os jornalistas que mais cobriram os quatro assuntos mais relevantes (Transporte, Segurança, Saúde e Educação segundo algumas pesquisas) da cidade. Já falamos com alguns deles e as outras entrevista estão bem encaminhadas. Dessas conversas com jornalistas e editores saíram coisas bem interessantes (que em posts futuros eu coloco aqui).
Para começar a responder parte da pergunta lá em cima sobre se você é o leitor padrão ( e referência para cobertura) dá uma olhada nesse texto abaixo.
Datafolha faz pesquisa inédita sobre regiões de SP
… da série “DNA Paulistano”, resultado da maior pesquisa já feita pelo Datafolha na cidade de São Paulo. O instituto, que completa 25 anos, entrevistou entre 23 de fevereiro e 21 de julho 28.389 pessoas com 16 anos ou mais, equivalente a 0,26% da população adulta de São Paulo (Fundação Seade, 2007). Os resultados colhidos nos 96 distritos da cidade foram agrupados em oito regiões: norte, noroeste, oeste, centro, leste, extremo leste, sul e extremo sul. Cada uma delas será tema de um dos cadernos da série; um nono caderno trará um comparativo entre as oito regiões.
Agora procure essa pesquisa (sai todo domingo na FSP) e veja se você mora nas zonas oeste e sul. E mais, se está na classe econômica A ou B (97% dos leitores são assinante e estão nestas classes).
No próximo post eu prometo esclarecer algumas coisas sobre isso (não muito, senão ferra o tcc hehe)
abs
Férias
Julho 21, 2008Desafios de gestão em São Paulo
Junho 17, 2008texto: Ana Clara Gaspar
Minha indecisão me levou para os temas mais diferentes possíveis – comecei querendo escrever sobre a relação entre humanos e cachorros, depois resolvi falar dos anti-sociais e dos tipos psicológicos de Jung – para, finalmente, perceber o óbvio e escolher algo que realmente tivesse a ver comigo e fosse viável: a política, ou, mais propriamente, a cobertura da campanha eleitoral da petista Marta Suplicy para a prefeitura de São Paulo.
Meu pai trabalhou em sua gestão. Primeiro, na Secretaria de Planejamento. Nos dois últimos anos de governo, passou para a Secretaria de Relações Internacionais (para quem não sabe, essa secretaria foi criada apenas nesse governo; São Paulo não possuía a pasta de Relações Internacionais!). Acompanhei de perto aquele governo. Isso acabou fortalecendo minha paixão pela política e pelo partido. Marta Suplicy é uma personagem intrigante na política brasileira. Com um gênio forte, é geralmente acusada de arrogância. Experimente citar seu nome numa roda: as maiores emoções virão à tona, principalmente a ira. Essa personalidade corajosa e autêntica dela me causa admiração, e sua gestão na prefeitura de São Paulo, entre os anos de 2001 e 2004 foi marcante (positiva e negativamente) em muitos aspectos: os CEUs, o Bilhete Único, as Subprefeituras e a descentralização do governo, a taxa do lixo, entre outros. Marta Suplicy pegou uma máquina pública sucateada pelas gestões Maluf-Pitta; em pleno século XXI não havia um sistema informatizado na prefeitura, o transporte estava abandonado, os ônibus caíam aos pedaços, a corrupção estava alastrada em todos os setores, a saúde pública havia sido privatizada, Celso Pitta ( e Kassab, então secretário de planejamento do município), construíam escolas de lata para atender a pressão do Ministério Público. Marta certamente cometeu erros, mas é impossível não destacar a guinada que a cidade deu sob seu governo.

Para conhecer melhor as políticas daquela gestão estou usando como base o livro “Espaço Urbano e Inclusão Social: A gestão pública na cidade de São Paulo”, que reúne artigos da maior parte dos secretários daquele governo, expondo detalhadamente os trabalhos realizados em cada frente, bem como as conquistas, enganos e impasses. Pretendo abrir meu livro-reportagem com um resumo dos principais pontos daquele governo, além de fazer uma breve biografia dos outros candidatos.
Meu projeto começou de verdade dia 5 de junho, data em que Marta se desligou do cargo de ministra do turismo para lançar-se candidata à prefeitura de São Paulo. Contatei o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores, mas me informaram que ainda não há comitê: eles só são permitidos após aprovação das contas do partido no TRE, o que ocorrerá em julho. Até agora, meu trabalho tem sido a coleta de matérias dos principais jornais impressos de São Paulo: a Folha e o Estadão. Diariamente, alimento o blog campanha2008 com notícias dos dois veículos, por vezes fazendo uma breve análise.
Obviamente, é impossível cobrir apenas sua campanha, até por que o que acontece nos partidos adversários afeta diretamente a dela. Enquanto Marta aguarda para ser lançada oficialmente como candidata, num clima sem maiores conflitos dentro de seu partido, seus principais opositores – Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab – travam uma verdadeira batalha, e essa é a diversão atual da campanha municipal. Dia 22 de junho haverá uma convenção para lançar oficialmente o nome de Alckmin como candidato, mas uma grande ala do PSDB, ligada ao governador José Serra, discorda e faz até abaixo-assinado para impedir que a aliança história entre PSDB e DEM se quebre. Alckmin se nega a desistir da candidatura; Kassab declara apoio irrestrito de Serra em sua campanha. Farei de tudo para estar nessa convenção, semana que vem. Se sua candidatura se confirmar, Alckmin brigará com Kassab pelo mesmo eleitorado; enquanto o clima nos dois partidos pega fogo, Marta está com um 1º lugar consolidado nas pesquisas, fruto de um eleitorado fiel, das classes mais baixas. Assim, já tem um lugar garantido no 2º turno. Porém, apenas esse eleitorado – os 30% com que ela conta atualmente – é pouco para fazê-la vencer o pleito. Em 2000, quando foi eleita prefeita, seus votos vieram principalmente da classe média, que buscava combater o malufismo que levava a cidade ao buraco. Em entrevista à Folha Marta afirmou que sua principal missão é reconquistar a classe média paulistana; sem ela, não há possibilidade de vitória. Sabemos quão hostil será a missão, mas o clima no PT é de otimismo.
O programa de governo está sendo escrito por duas frentes: uma oficial, do PT, e outra por Jorge Wilheim, ex-secretário de Planejamento na gestão de Marta, e grande amigo dela. As duas versões são conflitantes. A decisão sobre qual deles será o oficial promete gerar impasses dentro do partido. No entanto, para reconquistar a classe média, ambos os programas contam com pontos de interesse dessa classe, principalmente o trânsito, que promete ser a principal fonte de discussões entre os candidatos nesta eleição. Conforme as candidaturas – principalmente a de Marta – forem se consolidando, volto aqui para contar.
São Paulo é a 5ª maior metrópole do mundo; a cidade já tem 10,8 milhões de habitantes e é o principal centro econômico da América Latina. A cidade movimenta mais verba do que muitos países europeus, e convive com problemas típicos das grandes cidades do mundo. Assim, o mercado e o mundo inteiro, literalmente, estarão de olho nessas eleições – daí a importância do meu projeto.


